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22/04/2017

PROPOSTA DE REDAÇÃO 002: IMPORTÂNCIA DA LEITURA

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                                Importância da Leitura

Tanto a leitura quanto a escrita são práticas sociais de suma importância para o aumento da cognição humana. Ambas proporcionam o desenvolvimento do intelecto e da imaginação, além de promoverem a aquisição de conhecimentos. Dessa maneira, quando lemos ocorrem diversas ligações no cérebro que nos permitem desenvolver o raciocínio. Além disso, com essa atividade aguçamos nosso senso crítico por meio da capacidade de interpretação. Nesse sentido, vale lembrar que a “interpretação” dos textos é uma das chaves essenciais da leitura. Afinal, não basta ler ou decodificar os códigos linguísticos, faz-se necessário compreender e interpretar essa leitura. (Adap. de: todamateria.com.br/. Acesso em> 10/05/2018.)

Se você já reserva ao menos quinze minutinhos da sua noite para ler com seu filho antes de colocá-lo para dormir, pode até imaginar que está somente cuidando de sua relação com o pequeno, mas a verdade é que está fazendo muito mais que isso! Além de oferecer mais cuidado, atenção e carinho, com essa atitude você ainda contribui para fomentar o hábito da leitura na criança, o que gera grandes benefícios no desenvolvimento de qualquer indivíduo. Criar uma rotina de leitura ajuda no desenvolvimento pessoal, intelectual e profissional da criança. Ler aprimora suas habilidades de comunicação, competências que serão muito importantes para o seu crescimento e para a manutenção de todas as relações constituídas ao longo de sua vida. Quem cria o costume de ler desenvolve um maior senso crítico, o que será importante para o progresso intelectual desse indivíduo. Afinal de contas, seu filho conseguirá desenvolver melhor ideias, opiniões e sua maneira de pensar e agir.
Estamos acostumados a ver as crianças, em seus momentos de lazer, brincarem com tecnologias digitais. Esquecemos do valor que os livros possuem também como instrumentos de distração. Na prática, quando a criança se acostuma com a leitura, consegue sentir prazer ao conhecer novas histórias, de forma que esse hábito se torna uma forma de entretenimento eficiente. A leitura também possibilita a construção de novos conhecimentos acerca do mundo, das pessoas e até de nós mesmos. Por essas e outras, amplia as referências do leitor, modulando sua maneira de pensar e agir, além de aprimorar seu raciocínio. Ler livros também é uma ótima maneira de descobrir novas palavras e aumentar o vocabulário, além de melhorar a gramática, aprender a norma padrão da língua da forma mais natural possível e ajudar a construir uma linha lógica de pensamento. (Disponível em: novosalunos.com.br/. Acesso em: 10/05/2018).

Nos Estados Unidos e na Europa, um livro sai bem barato que no Brasil. Vamos lembrar um dos muitos exemplos. Na França, um dos volumes com As aventuras de Asterix sai pelo equivalente a R$ 8,95. Aqui, custa R$ 17,00. A capa, o tamanho, o número de páginas, os quadrinhos, tudo é idêntico. Só o que muda é o idioma que vem dentro dos balões. Os custos da tradução não explicam o aumento, o problema é a tiragem. Enquanto outros países trabalham com tiragens médias de mais de 10 mil exemplares por edição, no Brasil esse número fica na casa dos 2 mil. O mercado é pequeno, vende-se pouco e elevar essa média é produzir encalhes. Daí que, com edições reduzidas, o custo por unidade sobe.


O papel, que varia segundo a quantidade de exemplares, em toda edição tem um custo fixo, do qual não dá para fugir. Composição das páginas, máquinas, revisões, ilustrações, tudo isso independe da tiragem. Quando se divide o custo fixo pelo número de exemplares, tem-se o custo unitário. Contudo, como o mercado brasileiro se organizou com base nas pequenas tiragens, o preço final de um volume é sempre alto. Mesmo os best-sellers, que vendem dezenas de milhares de cópias, custam caro, já que os editores fixam o preço com base em padrões (certo “x” por página) estabelecidos a partir das baixas tiragens. A vantagem dos editores é que best-sellers dão mais lucro, compensando os títulos que não saem das prateleiras. (Adap. de: Marco Chiaretti. Disponível em: super.abril.com.br/. Acesso em 10/05/2018)


Diante da leitura dos textos acima, podemos entender que a leitura é parte fundamental da construção humana, tanto em termos psicológicos quanto em âmbito social. Deste modo, seria difícil encontrar alguém que visse um problema em campanhas de fomento ao hábito da leitura. Todavia, há o outro lado da moeda: no Brasil, o preço dos livros é alto, na maioria das vezes incompatível com os ganhos de uma família de baixa renda. Em outras palavras, pessoas com menor poder econômico, são parcialmente alijadas dessa prática tão importante para sua formação.

Portanto, desenvolva um texto DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO acerca da importância da leitura. Destaque, primeiramente, quais problemas podem surgir quando essa prática não é possibilitada. Posteriormente, argumente a partir de uma tese que defenda seu ponto de vista acerca do problema. Por fim, apresente uma proposta de solução viável e prática para amenizar os impasses.
O texto deve ter entre 20 e 30 linhas, com emprego da norma padrão da língua, dividido em 4 ou 5 parágrafos, organizados em: 1 para introdução, 2 ou 3 para os argumentos e 1 para a conclusão. Use caneta esferográfica preta, evite rasuras e entregue na data proposta pelo(a) professor(a).

PROPOSTA DE REDAÇÃO 001: PRECONCEITO LINGUÍSTICO

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                                Preconceito Linguístico
 
“Os delinquentes da língua portuguesa fazem do princípio histórico quem faz a língua é o povo verdadeiro moto para justificar o desprezo de seu estudo, de sua gramática, de seu vocabulário, esquecidos de que a falta de escola é que ocasiona a transformação, a deterioração, o apodrecimento de uma língua. Cozinheiras, babás, engraxates, trombadinhas, vagabundos, criminosos é que devem figurar, segundo esses derrotistas, como verdadeiros mestres da nossa sintaxe e legítimos defensores do nosso vocabulário.” (Napoleão M. de Almeida. Disponível em: wikiquote.org/wiki. Acesso em 10/05/2018.)


Preconceito linguístico é o julgamento depreciativo, desrespeitoso, jocoso e, consequentemente, humilhante da fala do outro ou da própria fala. O problema maior é que as variedades mais sujeitas a esse tipo de preconceito são, normalmente, as com características associadas a grupos de menos prestígio na escala social ou a comunidades da área rural ou do interior. Historicamente, isso ocorre pelo sentimento e pelo comportamento de superioridade dos grupos vistos como mais privilegiados, econômica e socialmente. (Adap. de: revistagalileu.globo.com. Acesso em: 23/02/16.)

Parece haver, nos dias de hoje, uma forte tendência a lutar contra as mais variadas formas de preconceito, a mostrar que eles não têm nenhum fundamento racional, nenhuma justificativa, e que são apenas o resultado da ignorância, da intolerância ou da manipulação ideológica. Infelizmente, porém, essa tendência não tem atingido um tipo de preconceito muito comum na sociedade brasileira: o preconceito linguístico. Muito pelo contrário, o que vemos é esse preconceito ser alimentado diariamente em programas de televisão e de rádio, em colunas de jornal e revista, em livros e manuais que pretendem ensinar o que é “certo” e o que é “errado”, sem falar, é claro, nos instrumentos tradicionais de ensino da língua: a gramática normativa e os livros didáticos. (Adap. de: BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico.)


A gramática é um compêndio de regras importantes para a manutenção do idioma. Imagine se não tivéssemos um manual ao qual pudéssemos consultar na ocorrência de uma dúvida? Imagine se as regras não existissem e, por esse motivo, cada falante resolvesse estabelecer suas próprias normas? Viveríamos em uma verdadeira “torre de Babel”, e nossa língua portuguesa estaria fadada ao esquecimento. Quando falamos em preconceito linguístico, não estamos propondo que os falantes rasguem a gramática, mas que considerem as duas modalidades do idioma: oral e escrita, assim como a existência de uma língua padrão e de uma língua coloquial. Dizer que alguém “fala errado” desconsidera diversos fatores extralinguísticos, como as variações existentes em cada comunidade, cada região, cada contexto cultural. (Adap. de: portugues.uol.com.br. Acesso em: 23/02/16.)


Muitas pessoas acreditam que os livros de gramática existem para que possamos guiar nossa fala a partir deles, o que não é verdade. Temos duas normas linguísticas verbais básicas: a norma coloquial e a norma padrão. Por um lado, a norma coloquial é próxima do modo como falamos, considerando que na fala temos uma série de recursos que não temos em nossa grafia, tais como, gestos, expressões faciais e tons de voz. Por outro lado, a norma padrão é a compilação das recorrências em nosso modo de falar, sistematizadas em um conjunto de regras para o registro escrito para que possamos nos comunicar de forma mais eficaz; posto que no momento de escrever, não contamos com aqueles recursos que a fala nos oferece.
Diante da leitura dos textos acima, é possível percebermos que, dentre todos os tipos de preconceito presentes em nossa sociedade, há um tipo muito peculiar, poucas vezes percebido, que é o preconceito linguístico. Esse preconceito parte do princípio de que deveríamos nos comunicar oralmente do mesmo modo como escrevemos. Na prática, isso é impossível, pois há um conjunto de variações (regionais, etárias, sociais, culturais, profissionais, sexuais, etc.) que mostram que as pessoas se comunicam coloquialmente de inúmeras formas. O professor Marcos Bagno, assim como linguistas contrários a esse tipo de preconceito, defende que não podemos discriminar as pessoas em função de seu modo de falar, pois não há justificativas para isso.

Portanto, desenvolva um texto DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO acerca do preconceito linguístico. Destaque, primeiramente, do que se trata, como ele surge em nossa sociedade. Posteriormente, argumente a partir de uma tese que defenda seu ponto de vista acerca do problema. Por fim, apresente uma proposta de solução viável e prática para amenizar os impasses.
O texto deve ter entre 20 e 30 linhas, com emprego da norma padrão da língua, dividido em 4 ou 5 parágrafos, organizados em: 1 para introdução, 2 ou 3 para os argumentos e 1 para a conclusão. Use caneta esferográfica preta, evite rasuras e entregue na data proposta pelo(a) professor(a).