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22/04/2017

PROPOSTA DE REDAÇÃO 050

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PROPOSTA DE REDAÇÃO 016

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PROPOSTA DE REDAÇÃO 015: ESPORTE E COESÃO SOCIAL

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ESPORTE E COESÃO SOCIAL

A vivência esportiva é uma poderosa oportunidade para a Educação. Habilidades necessárias aos esportistas, como raciocinar, exercitar a memória e compreender situações, linguagens e estratégias ajudam na aprendizagem em sala de aula, mas os benefícios também são sociais e emocionais. "O esporte bem conduzido pode ser um instrumento de formação da personalidade e do caráter das crianças. E o melhor: de maneira prazerosa", diz o professor Roberto Rodrigues Paes, professor da Faculdade de Educação Física da UNICAMP. No futebol, por exemplo, aprendemos a importância do trabalho em equipe, do controle emocional, da disciplina, da perseverança - habilidades importantes não só para o sucesso escolar, mas para a vida e valorizadas pelo mercado de trabalho. (Adap. de: educarparacrescer.abril.com.br. Acesso em 20/07/2016.)

1. Aprender a trabalhar em equipe: É consenso entre os especialistas em Educação Física que trabalho em equipe é um dos princípios básicos do esporte. "A gente dá ênfase ao "fazer contra", mas o "fazer com" é mais importante. Cooperação e respeito são fundamentais", diz Paes.

2. Lidar melhor com as derrotas: A vida não é feita apenas de vitórias - na verdade, na maioria das vezes, as derrotas são mais numerosas no caminho. Assim é também no esporte: em um campeonato com 10 times, ape-nas um sairá campeão. As outras nove equipes terão que amargar a derrota e aprender a partir dela. "A derrota mostra que nada cai do céu, que precisamos percorrer um longo caminho de preparo", diz Freire.

3. Aprender a não se vangloriar: Assim como é preciso aprender com a derrota, é importante aprender a ga-nhar para que a equipe não fique excessivamente confiante e até arrogante. "Preciso entender que não sou melhor do que o outro apenas porque venci, apenas mostrei melhor preparação, joguei melhor, fiz mais gols", diz Freire.

4. Ter mais disciplina e responsabilidade: Se as regras que comandam o bom funcionamento e convívio de algum grupo não são seguidas por todos, o caos se instala. A vida em sociedade é cheia de exemplos que comprovam essa verdade: imagine se as regras de trânsito não fossem seguidas por todos os motoristas? O esporte ensina a importância da disciplina para as crianças. Há punições quando o jogador comete qualquer infração, como agre-dir o adversário, desacatar ao juiz ou simplesmente desrespeitar regras simples, de como deve ser cobrado um escanteio, por exemplo.

5. Desenvolver o controle emocional: Um jogo é imprevisível. Quando se entra em campo, em quadra ou na piscina, o atleta não sabe se vai perder ou se vai ganhar. Essa tensão, que torna tão gostosa a sensação de vitória, também pode atrapalhar se for exagerada. Aqueles que conseguem controlar suas emoções se saem melhor. O autocontrole também está ligado à capacidade de resistir aos impulsos e desejos tendo em vista objetivos a longo prazo, como não faltar à aula para ir ao cinema com os amigos.

6. Ter mais criatividade: A criatividade é a capacidade de inventar algo novo, que surpreeenda e faça a diferen-ça. No futebol, a estratégia geral é trocar passes até que apareça a oportunidade para um chute a gol ou para fintar e levar a bola, de drible em drible, até o gol. "A maior parte das coisas é previsível, a criação é que dá graça no jogo", define Freire.

7. Ser mais sociável: A experiência de conviver com colegas mais gordos, mais altos, mais (ou menos) habilidosos ensina à criança a lidar com as diferenças e os conflitos. "A aprendizagem do esporte não é só física. É social e intrapessoal também", diz Paes.


Uma pesquisa realizada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) e divulgada ontem (25) aponta que, além de melhorar a saúde, a prática de atividades esportivas é importante para garantir avanços sociais e econômicos ao país. O estudo, feito com 3.459 trabalhadores que participaram da etapa municipal dos Jogos do SESI em 2010, mostra que para cada R$ 1 investido na organização da competição, o país ganha R$ 11,50 em benefícios sociais e econômicos.
 Esse retorno significativo é resultado de um modelo estatístico, cujo ponto de partida foi a definição da Escala de Valores do Esporte. Construída com base em literatura científica, a escala faz um diagnóstico do comportamento durante a prática da atividade esportiva, o desempenho no trabalho, as relações com colegas e chefes, além do estilo de vida dos entrevistados.
A avaliação das respostas a um questionário com 39 perguntas, aplicado antes e três meses depois da competição, aponta uma série de mudanças positivas no perfil e no desempenho dos trabalhadores que participaram dos Jogos Municipais 2010. Com essas mudanças, os trabalhadores ganharam, em média, quatro pontos na Escala de Valores do Esporte, depois de participarem da competição. Com base no modelo estatístico adotado pelo SESI, concluiu-se que cada ponto ganho na Escala de Valores equivale a uma redução de R$ 32,34 no custo do presenteísmo ao ano, por trabalhador. (Adap. de: administradores.com.br/noticias. Acesso em 26/05/2011.)

Sancionada em dezembro de 2006, a Lei de Incentivo ao Esporte é um importante instrumento para o setor. Ela estimula pessoas e empresas a patrocinar e fazer doações para projetos esportivos e paradesportivos, em troca de incentivos fiscais. Para pessoa física, o desconto pode chegar a 6% no valor do Imposto de Renda devido. Caberá ao contribuinte decidir se quer usá-lo em sua totalidade no incentivo ao esporte. Já para pessoa jurídica tributada com base no lucro real - multinacionais, conglomerados dos setores bancário, industrial, de transporte aéreo e empresas de telecomunicações - o desconto é de até 1% sobre o imposto devido. (Adap. de: brasil.gov.br/esporte. Acesso em 20/07/2016.)

PROPOSTA: Elabore um TEXTO DISSERTATIVO sobre OS BENEFÍCIOS DO ESPORTE PARA A COESÃO SOCIAL.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros, jornais, revistas e/ou na internet, para entender quais os benefícios do esporte para a sociedade e que problemas podem surgir sem sua prática. 
2º) Em seguida, construa uma dissertação que aborde os motivos que levam a sociedade brasileira a não ter incentivo ao desporto, e finalize seu texto propondo saídas para esse problema.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 20 linhas. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 014: ESCOLA SEM PARTIDO X ESCOLA SEM MORDAÇA

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ESCOLA SEM PARTIDO X ESCOLA SEM MORDAÇA

Artigo 1º: A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. § 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. § 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. Artigo 2º: A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Artigo 3º: O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância; V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; (Adap. de: Brasil. Lei das Diretrizes e Bases (LDB). Ministério da Educação, 1996.)

“O movimento surgiu em 2004, quando a gente se deu conta de que as escolas estavam sendo usadas para doutrinação. Criou-se uma mentalidade progressista, favorável ao PT, que auxiliou a manutenção deles no poder. Um dos pontos é que em sala de aula, o professor não pode ter liberdade de expressão. Ali, ele é obrigado a transmitir o conteúdo, só. Ao tratar da evolução, por exemplo, ele não pode desqualificar a religião.
Não se pode obrigar os filhos a aprenderem o que os pais não querem. O governo vem tentando naturalizar o comportamento homossexual, e isso pode atingir o que um pai ensina ao seu filho. Promover os próprios valores morais é violar os direitos dos pais, e isso é ilegal. O pai pode processar o professor por abuso de autoridade de ensinar, e dizer que isso é preconceito é autoritário.
Não é prudente que se debatam assuntos que estão no noticiário dentro de sala de aula, por exemplo. O debate pode trazer problemas para a escola. O que nós queremos são cartazes em sala de aula lembrando os deveres dos professores, mas não queremos ideologia de direita, e sim que o aluno não seja intimidado e nem tenha medo de discordar”. (Adap. de: Miguel Nagib, Membro do Projeto Escola Sem Partido. Disponível em: odia.ig.com.br. Acesso em: 20/07/2016.)


“O impacto imediato de um projeto como esse é a desconstrução das bases da educação escolar. Esse projeto de lei fala em pluralidade de ideias, mas determina a proibição de ‘atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas e morais dos pais’. Como o professor pode evitar discutir todos os assuntos que possam estar em conflito com a diversidade de crenças dentro de uma sala de aula? Seria o fim de qualquer diálogo na escola. A organização ‘Escola Sem Partido’ defende que o ‘professor não é educador’.
É falácia que haja doutrinação de esquerda, pois as escolas são plurais como a sociedade. Ao discutir este projeto em escolas, já conversei com professores que adotavam diferentes posicionamentos políticos. É no diálogo entre professores e alunos em sala de aula que o conhecimento escolar é construído. Qualquer ameaça a essa pluralidade e à possibilidade de uma argumentação aberta e franca é um ataque à educação como um todo. Nesse sentido, a moral dos pais deve ser respeitada sempre que ela não entre em choque com os valores característicos da vida em regime democrático. A pluralidade é a base do processo educativo”. (Adap. de: Fernando Penna, Professor UFF. Disponível em: odia.ig.com.br. Acesso em: 20/07/2016.)

“Escola sem partido é uma asneira sem tamanho, é uma bobagem conservadora. É coisa de gente que não é formada na área e resolve ter uma ideia absurda do que eles imaginam que seja uma ideologia em sala de aula, mas é outra ideologia porque é uma ideologia conservadora. Conforme eu desafiei algumas pessoas: Então, me diga um fato histórico que não tenha opção política. Cortaram a cabeça de Luís XVI em 21 de janeiro de 1793, cortaram a cabeça de Maria Antonieta em 16 de outubro de 1793. O que nós vamos dizer? 'Que pena, coitado dos reis!' Ou vamos analisar como um processo típico da revolução?


Não existe escola sem ideologia. Seria muito bom que o professor não impusesse apenas uma ideologia e que abrisse caminho sempre para o debate. Mas é uma crença fantasiosa de uma direita delirante e absurdamente estúpida de que a escola forme a cabeça das pessoas e que os jovens saiam líderes sindicais. Os jovens têm sua própria opinião, ouvem o professor, sabem que ele é de tal partido, mas não são massa de manobra. Os pais e os professores sabem que os jovens têm sua própria opinião.
Toda opinião é política, com ou sem partido. Eu gostaria de uma escola que suscitasse o debate, que colocasse para o aluno o século XIX em um texto o Stuart Mill falando em indivíduo, liberdade e mercado ao lado de um texto de Marx e que o aluno debatesse os dois textos. Mas se o professor faz parte de um partido (de esquerda ou de centro) também faz parte do processo e isso não é ruim. A demonização da política é a pior herança da Ditadura Militar, que além de matar seres humanos, ainda provocou na educação um dano que ainda vai se arrastar mais por mais algumas décadas.” (Adap. de: Leandro Karnal. Professor UNICMAP. Programa Roda Vida, 2016.)

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas
(Ruben Alves)

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

PROPOSTA: Elabore um TEXTO DISSERTATIVO sobre AS DIVERGÊNCIAS ENTRE OS PROJETOS ESCOLA SEM PARTIDO E ESCOLA SEM MORDAÇA.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros, jornais, revistas e/ou na internet, para entender a diferença entre o projeto de lei (PL) Escola sem Partido e as tentativas de contenção desse projeto denominado Escola sem Mordaça. 
2º) Em seguida, construa uma dissertação que aborde as divergências entre a PL e as leis vigentes, como Constituição Federal (CF) e Lei das Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e finalize seu texto propondo saídas para esse problema.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 20 linhas. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 013: IMIGRAÇÃO ILEGAL, TRÁFICO DE PESSOAS E TRABALHO ESCRAVO

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IMIGRAÇÃO ILEGAL, TRÁFICO DE PESSOAS E TRABALHO ESCRAVO

Artigo 3º: Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Artigo 4º: Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos. Artigo 13º: 1. Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado. 2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país. Artigo 14º: 1. Toda a pessoa sujeita à perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países. 2. Esse direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por atividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas. (Adap. de: Organização das Nações Unidas: Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948.)


O tráfico de pessoas para fins de exploração sexual figura como a principal atividade de tráfico de pessoas existente, mas a atividade não se restringe a essa finalidade. Liga-se também a diversas outras formas de exploração, como a exploração do trabalho – incluindo o trabalho escravo, a remoção e transporte de órgãos, alguns crimes contra a criança e o adolescente, como os crimes contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relativos à adoção irregular e com fins financeiros (Artigos 238º e 239º), sendo também tipos penais muito presentes no contexto do tráfico a mendicância forçada e mesmo a vinculação a outras práticas de crimes, como o tráfico de drogas, entre outras modalidades. (Adap. de: Brasil, Ministério da Justiça. Relatório nacional sobre tráfico de pessoas. Disponível em: dedihc.pr.gov.br/arquivos. Acesso em: 01/06/2015.)


É importante mencionar que comumente é feita distinção doutrinária entre tráfico de migrantes e tráfico de pessoas no que diz respeito ao consentimento da vítima. No caso do tráfico de migrantes, é entendido que a pessoa consente em ser traficada com o objetivo de cruzar uma fronteira ilegalmente. No tráfico de pessoas, se a vítima consentir, será por coação do aliciador ou por estar iludida com promessas que não se concretizarão ao chegar ao local de destino. Outro elemento central e caracterizador do tráfico de pessoas é a exploração. Finalmente, o tráfico de migrantes é sempre transnacional, ao passo que o tráfico de pessoas pode ocorrer dentro de um mesmo território.
No caso específico dos imigrantes bolivianos, existem situações nas quais as pessoas buscam alguém para facilitar sua travessia ao Brasil (tráfico de migrantes) ou são persuadidas a migrar com base em falsas propostas feitas por aliciadores (tráfico de pessoas). [...] Entretanto, o tráfico de migrantes e o tráfico de pessoas, muitas vezes, entrelaçam-se, pois quando os indivíduos desejam emigrar, mas não possuem dinheiro suficiente para custear toda a operação de travessia, e oferecem em garantia sua força de trabalho, fica estabelecida entre o traficante e o migrante uma relação de exploração em razão da dívida contraída. Portanto, é possível concluir que a rede de tráfico de migrantes pode ser também um meio para a execução do tráfico de seres humanos. [...] (Adap. de: ILLES, Paulo; TIMÓTEO, Gabrielle Louise Soares; FIORUCCI, Elaine da Silva. Tráfico de pessoas para fins de exploração do trabalho na cidade de São Paulo. Disponível em: scielo.br/pdf/cpa/n31/n31a10.pdf. Acesso em: 19/03/2014.)


          Trabalho escravo é todo o trabalho realizado por pessoas que tenham menos da idade mínima permitida para trabalhar. Cada país tem sua regra. No Brasil, o trabalho não é permitido sob qualquer condição para crianças e adolescentes entre zero e treze anos; a partir dos quatorze anos pode-se trabalhar como aprendiz; já dos dezesseis aos dezoito, as atividades laborais são permitidas, desde que não aconteçam das 22h às 5h, não sejam insalubres ou perigosas e não façam parte da lista das piores formas de trabalho infantil.


De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente há mais de sete bilhões de pessoas no planeta Terra. Segundo o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2013 havia 168 milhões de crianças e adolescentes trabalhadoras no mundo, sendo que cinco milhões estão presas a trabalhos forçados, inclusive em condições de exploração sexual e de servidão por dívidas. No Brasil, na divulgação da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), em 2012, aproximadamente 3,5 milhões de crianças e adolescentes de cinco a dezessete anos estavam trabalhando no país. Se considerada a faixa etária entre cinco e treze anos, a pesquisa aponta cerca de 554 mil meninos e meninas em atividades laborais. (Adap. de: promenino.org.br/trabalhoinfantil. Acesso em: 01/06/2015.)

PROPOSTA: Elabore um TEXTO DISSERTATIVO sobre O TRABALHO ESCRAVO CONTEMPORÂNEO RESULTANTE DE IMIGRAÇÕES ILEGAIS E/OU TRÁFICO DE PESSOAS.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros, jornais, revistas e/ou na internet, para entender a diferença entre os conceitos de trabalho escravo, imigração ilegal e tráfico de pessoas. 
2º) Em seguida, construa uma dissertação que aborde as origens do trabalho escravo resultante de imigrações ilegais e/ou tráfico de pessoas, e finalize seu texto propondo saídas para esse problema.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 20 linhas. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 012: PRESERVAÇÃO DA CULTURA INDÍGENA

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PRESERVAÇÃO DA CULTURA INDÍGENA

Na década de 70, auge da ditadura militar, o governo federal teve a ideia de emancipar todos os povos indígenas no Brasil, como que tornando os índios em não-índios legalmente eximiria Estado brasileiro do dever de proteger os povos indígenas. Essa proposta foi derrotada em plena ditadura militar. No estudo da condição jurídica dos povos indígenas, diversas e candentes questões foram suscitadas ao longo de séculos, poucas foram as ações desenvolvidas para soluções ou exames legais das questões que afligem os nossos povos, pois as propostas sempre esbarram em inúmeros obstáculos.
Historicamente, no Brasil do século XVI até praticamente o final do século passado, as políticas públicas ou programas voltados às comunidades indígenas esteve pautada pela catequese e integração forçada dos índios à sociedade nacional. Dos missionários jesuítas aos positivistas do Serviço de Proteção aos Índios, do ensino catequético ao bilíngue, o objetivo era sempre um só: Toda diferenciação étnica seria anulada ao se incorporar os nossos povos à sociedade nacional. Ao tornar-nos “brasileiros”, - como se não fossemos - nós os índios teríamos que abandonar a nossa própria identidade, perdendo assim nossa língua, nossos costumes e a nossa cultura.
Ao longo de meio milênio desse pensamento colonialista, vários tipos de massacres, reduziu-nos dos quase 6 milhões de indivíduos que eram os nossos antepassados em 1500, para exatos 730 mil, remanescentes dos constantes massacres a que foram submetidos, notadamente o massacre étnico, racial e cultural. Esse quadro começa a mudar após 24 anos da promulgação da Constituição cidadã. Até 1988, a legislação era marcada pelo viés integracionista, mas a nova Constituição inovou ao garantir às populações indígenas o direito tanto à cidadania plena (libertando-nos da tutela do Estado) quanto ao reconhecimento da nossa identidade diferenciada e da nossa manutenção, incumbindo o Estado do dever de assegurar e proteger as manifestações culturais das nossas sociedades indígenas.
Os valores culturais de cada povo, seus usos, costumes e tradições, identificam-no dos demais, sendo esta identidade representada por bens, materiais ou imateriais, que se tornam juridicamente protegidos em virtude da lei. O interesse cultural que se revestem alguns bens assume tamanha relevância para determinado povo que sua proteção se impõe ao ordenamento jurídico, como forma de assegurar e garantir a distinção étnica. Nas normas contidas no capítulo VIII da Constituição Federal que tutelam a pessoa do índio e suas comunidades. O constituinte deixou clara a sua opção por proteger de forma especial os primeiros habitantes destas terras, dispensando-lhes tratamento específico. (Adap. de progresso.com.br/opiniao. Acesso em: 26/05/2017.)


Como sabemos no dia 19 de abril é comemorado o Dia do Índio. Essa data foi proposta pelo décimo quarto Presidente do Brasil, Getúlio Vargas, em 1943, pelo Decreto-lei 5540, que foi antes apresentado internacionalmente, em 1940, no México, no Primeiro Congresso Indígena Interamericano. A função desse decreto foi de zelar pelos direitos dos indígenas na América.
A Fundação Nacional do Índio, (FUNAI) é o órgão federal no Brasil encarregado de cuidar das políticas indigenistas. Segundo dados do Censo, há quase 1 milhão de habitantes que se denominam indígenas. Entretanto, das 1300 línguas indígenas faladas, desde a época do descobrimento, hoje há em torno de 274, sendo que não foram contabilizadas as tribos isoladas. Hoje, a maior população de índios no Brasil é da etnia Ticuna.
Um dos indivíduos mais marcantes da cultura indígena foi o primeiro deputado federal brasileiro pelo Rio de Janeiro, Mario Juruna (nascido em uma aldeia xavante), entre 1983 a 1987. Atualmente, há cerca de mais de 15 mil xavantes distribuídos em 12 terras indígenas entre o Mato Grosso e Goiás.


Outro indivíduo bem conhecido na cultura indígena é o líder da etnia caiapó, Raoni Metktire, que ficou conhecido internacionalmente por sua luta pela preservação dos povos indígenas e da Amazônia, a maior floresta do mundo contendo mais de 5,5 milhões de quilômetros quadrados. Raoni nasceu no Mato Grosso na vila Kapôt. Em 1984, Raoni apresentou-se pela 1ª vez em público. Ele estava armado e pintado, pronto para guerra. O intuito era negociar a demarcação de sua reserva indígena.
Em 1987, teve um encontro com o cantor Gordon Matthew Thomas Summer, mais conhecido como Sting, o que resultou em uma amizade e sua reputação internacional. Após esse encontro, Raoni Metktire partiu em uma campanha internacional em dezessete países para sustentar seus projetos, como a demarcação dos territórios Caipós e a oposição ao projeto da barragem Belo Monte.
Não podemos deixar de citar também Ailton Krenak, de etnia indígena crenaque, líder indígena brasileiro, ambientalista e escritor. Em 2016, a UFJF concedeu a ele o título de Professor Doutor Honoris Causa, em reconhecimento por sua luta por direitos dos povos indígenas. Atualmente, leciona Cultura e História dos Povos indígenas e Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais, ambos cursos de especialização, também é assessor especial do Governo de Minas Gerais para assuntos indígenas. (Adap. de: 3maiis.wordpress.com. Acesso em 26/05/2017.)


Ao contrário do imaginário popular, não é a indumentária, cor da pele ou posição social, que diferencia, nós, os índios, como seres humanos, mas, sim os valores que cultivamos no meio em que vivemos. Ser indígena (nativo brasileiro) não é apenas uma condição como: estar pelado, pintado para guerra ou adornado com plumas, mas, sobretudo, é ver o mundo desprovido de valores mercantilista (cosmovisão). Uma das capacidades que diferenciam o ser humano dos animais irracionais é a capacidade de produção de nossa cultura.
Lembro-me de quando um cacique do povo indígena Terena foi convidado para um sobrevoo nas terras indígenas que seriam demarcadas. No voo, o representante do governo, do MPF e representante dos fazendeiros. Ao sobrevoarem a divisa da aldeia, o fazendeiro bradou orgulhoso às autoridades apontando para sua plantação: "Olhem, doutores, até aqui está tudo plantado. Tem de tudo." Depois, apontando para a reserva indígena disse: "Daqui em diante não tem nada só mata."
O sábio cacique Terena olhou para as autoridades e retrucou: "Não, doutor, é ao contrário, aqui é que não tem nada". Olhando em direção à lavoura do fazendeiro: "Só tem soja, não tem mais nenhuma vida, o ar esta poluído com o agrotóxico, todos os animais e pássaros morreram ou fugiram para a mata e até a água está poluída. Olha, doutor, aqui tem de tudo, paca, porco-do-mato, onça, capivara, pássaros, etc., até o ar que ele respira - acenou para o fazendeiro - vem da mata de nossas reservas indígenas”. (Adap. de progresso.com.br/opiniao. Acesso em 26/05/2017.)

PROPOSTA: Elabore um TEXTO DISSERTATIVO sobre A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DA CULTURA INDÍGENA.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros, jornais, revistas e/ou na internet, para entender quais problemas dificultam, no Brasil, a preservação do patrimônio material e imaterial da cultura indígena. 
2º) Em seguida, construa uma dissertação que aborde as origens desses impedimentos, e finalize seu texto propondo saídas para esse problema.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 20 linhas. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 011: SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

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SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Amparado por um conceito ampliado de saúde, o SUS foi criado, em 1988 pela Constituição Federal Brasileira, para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros. (Adap. de: portalsaude.saude.gov.br. Acesso em 25/02/2017.)

No banco da tortura

Consultas médicas são, em uma análise fria, aquela última tentativa de eliminar o paciente da fila de doenças. Você marca a consulta, mas 0,2 a cada 1000 médicos cumprem a agenda. Ah, mas experimente se atrasar para ver o que acontece.
Sentado no banco da tortura, só resta ler, ver o caos das redes sociais ou observar o que acontece ao redor. Percebe-se que há um contingente muito grande de gente na mesma situação, porém, as reações são as mais diversas. Há cerca de 25 pessoas na sala de espera. 12 delas estão com o celular em mãos, provavelmente optando pelo caos das redes. Se eu ousasse chutar, diria que parte destes xingando e outra parte defendendo Lula ou Moro. Provavelmente as duas coisas. Ao mesmo tempo. Ao lado, o paciente tenta subornar a secretária para furar a fila das marcações e fazer um exame que havia esquecido de marcar. Diante das negativas, apela para o “vou viajar”. Compadecida, a moça aceita o suborno, quase chora e, por poucos instantes, parece querer abraçar o paciente, tamanho drama exposto por este. Certamente este é um lutador contra a corrupção. Todos somos, não?
Minha médica resolve começar a chamar os pacientes. Talvez eu consiga trabalhar hoje. À direita, uma senhora lê atentamente uma bula de medicamento. O entretenimento hospitalar é um pouco exótico, confesso. Mais adiante, um paciente reclama que já deveria ter sido atendido há muito tempo e que nem havia passado da primeira barreira ainda. Ah, sim… há níveis de sobrevivência. Você só tem o direito a esperar 3 horas se superar outras tantas nos outros setores. O homem está bravo. Não posso reclamar. Não fosse a meta de não estresse, poderia ser eu a bradar. Como diriam os cientistas políticos (ou religiosos, se bem que dá quase na mesma), hashtag me representa.
À esquerda, uma velinha encurvada está sentada. Olhos baixos, um ar de resignação perturbador. Fica a dúvida: será que o sentimento era pela saúde ou ela estava apenas pensando se resistiria ao último nível de tortura naquela sala? Mais gente se rende ao celular. Começo a pensar se não há algum tipo de patrocínio “incidental” nesta trilha. Chega uma senhora em uma cadeira de rodas. Mas vocês não entenderiam. O olhar dela e a postura poderosa sobre a cadeira me fizeram pensar que ela deve ser algum tipo de divindade por aqui. A servidão do jovem que empurrava o veículo me ajuda a calcular melhor os indícios. E como indício é prova por aqui, vou reverenciá-la quando me chamarem. Se me chamarem.


Cada vez que paro de escrever e levanto a cabeça, meus olhos encontram a mesma enfermeira vindo na direção em que estou. Já aconteceu quatro vezes. Bem, podem ser quadrigêmeas. Nunca se sabe. Estamos em um hospital. Pode ser até uma experiência científica. Alguém sabe por onde anda o Professor X? Alguns médicos parecem ficar horas com os pacientes. Homens que chegam com o rosto limpo chegam a sair com a barba cerrada do consultório. Percebo que, caso aqui houvesse obstetra (uma ou um) eu presenciaria fenômenos interessantes. Já outros se assemelham muito com aquele mene do vovô Simpson. Eles não terminam de chamar o sobrenome do paciente e já estão se despedindo. Ah, sim, há aqui, também, aquele fenômeno dos representantes de laboratórios farmacêuticos. Aqueles que não marcam consultas, mas que contribuem com boa porcentagem nas horas a menos que temos de vida. Enquanto vendem produtos para alongar a vida. Estranho paradoxo. Por aqui, são como formigas.
A sala agora tem 12 pessoas. E eu. Minha hora de comer já passou. Se eu falo isso pra médica, ela vai dizer que a culpa é minha, que eu deveria ter trazido algo pra comer. Consulta atrasada em um século? Capaz! Culpa sua! “Mas doutora, eu era adolescente quando sentei aqui”. “Não importa. Siga as regras!”.
Duas mulheres conversam de forma animada. Provável que estejam falando sobre a entrevista do Meirelles dizendo que o país deixou a recessão para trás e que a inflação está totalmente sob controle. O mesmo Meirelles que culpará a recessão e a inflação por tudo o que surgir de crítica negativa nos próximos meses. A última coisa que vejo é o senhor que está ai meu lado se levantar e ir até o guichê que está do meu outro lado. Ali, ele conversa com a atendente, perguntando da vida, do tédio, da tediosa posição de ela ficar sentada o dia inteiro e por aí seguindo. Mesmo ouvindo respostas quase guturais, que se limitavam a expressões do tipo: “aham”, “pois é”, “sim” e similares.
A médica resolve me chamar e, com isso, perco a hora em que o assédio se consumaria. Entro no consultório com uma certeza: Dante aguardava alguma consulta médica quando bolou a segunda parte de sua obra mais fabulosa. (Adap. de: rodrigocmagalhaes.com. Acesso em 25/02/2017.)
  
PROPOSTA: Elabore um TEXTO DISSERTATIVO sobre O DIREITO DE ACESSO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros, jornais, revistas e/ou na internet, para entender quais problemas estão relacionados ao exercício desse direito. 
2º) Em seguida, construa uma dissertação que aborde as origens desses impedimentos, e finalize seu texto propondo saídas para esse problema.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 20 linhas. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 010: ESTÉTICA E SAÚDE

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ESTÉTICA E SAÚDE

Ter um corpo bonito e saudável é uma busca constante para muita gente. Principalmente em um mundo onde a imagem é cada vez mais valorizada e corpos idealizados brilham diariamente nos anúncios de televisão e nas redes sociais. Entretanto, essa procura pelo corpo ideal, muitas vezes, pode levar o indivíduo a atravessar o perigoso limite entre estética e saúde. E é aí que muitas pessoas entram em dietas malucas que prometem (e nunca cumprem) verdadeiros milagres. (Adap. de: renataspallicci.com.br. Acesso em 01/06/2016.)


O médico Davis Oliveira Barbosa, cirurgião plástico do Hospital Prontomed e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), estabeleceu o momento que ele considera o correto para interromper qualquer ciclo de cirurgias plásticas. O limite de cirurgias plásticas, em termos de repetição, é um limite psicológico. O próprio médico só deve aceitar realizar o procedimento quando acha que ainda há algo a melhorar. “Quando isto não é mais possível, o médico tem que dizer para o paciente que está na hora de parar”, afirma. (Adap. de: humanasaude.com.br. Acesso em 01/06/2016.)
  

Arriscar a vida para obter um benefício estético é uma estratégia radical no pior sentido e tem um fundo psicológico que envolve a frustação com o próprio corpo e a aceitação de padrões sociais de beleza. Para a psicóloga Patrícia Spindler, esse comportamento tende ao extremismo em alguns casos: “…não é mais aquele padrão de mulher magrinha [que impera], mas um padrão do tipo gostosona e isso tem ficado sem critérios, sem cuidados físicos e psicológicos”. Sobre o papel das novas tecnologias usada em tratamentos de beleza e o que tem a ver com uma idealização de juventude irrealizável, ela acrescenta: “Alguns decidem pagar qualquer preço para isso e colocam a vida em risco sem necessidade”.
Numa sociedade em que a autossatisfação se confunde com o bem-estar individual e exclui da equação a preocupação com a saúde em longo prazo, não existe lugar para imperfeições estáticas ligadas à forma física. Engordar tornou-se um crime que chega até a ser confundido com o caráter de quem ganhou alguns quilos. As ciências de saúde não parecem estar cumprindo integralmente o seu papel. Segundo a psicóloga, o exagero em procedimentos estéticos deve ser combatido pelos profissionais envolvidos em sua aplicação por meio do aconselhamento e do esclarecimento quanto aos riscos. (Adap. de: blog.proenem.com.br. Acesso em 01/06/2016.)

PROPOSTA: Elabore um TEXTO DISSERTATIVO sobre os LIMITES ENTRE A ESTÉTICA E A SAÚDE.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros e/ou na internet, para entender como a busca pelos padrões estéticos tem afetado a população. 
2º) Em seguida, construa uma dissertação que aborde as origens desses impactos, e finalize seu texto propondo saídas para esse problema.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 15 linhas. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 009: MOBILIDADE URBANA

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MOBILIDADE URBANA

A mobilidade urbana refere-se às condições de deslocamento da população no espaço geográfico das cidades. O termo é geralmente empregado para referir-se ao trânsito de veículos e também de pedestres, seja através do transporte individual (carros, motos, etc.), seja através do uso de transportes coletivos (ônibus, metrôs, etc.). Nos últimos anos, o debate sobre a mobilidade urbana no Brasil vem se acirrando cada vez mais, haja vista que a maior parte das grandes cidades do país vem encontrando dificuldades em desenvolver meios para diminuir a quantidade de congestionamentos ao longo do dia e o excesso de pedestres em áreas centrais dos espaços urbanos. Trata-se, também, de uma questão ambiental, pois o excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas naturais e climáticos em larga escala e também nas próprias cidades, a exemplo do aumento do problema das ilhas de calor. (Adap. de: brasilescola.uol.com.br/geografia/. Acesso em 01/06/2016.)

  
O direito à cidade está ligado à possibilidade que os diversos grupos sociais têm de se deslocarem pelos centros urbanos. Os serviços públicos essenciais, como saúde e educação, bem como o lazer e a cultura, são direitos constitucionais. O acesso aos locais de trabalho aparece como uma necessidade fundamental dos trabalhadores. Pode-se perceber, assim, que a utilização desses serviços está ligada à possibilidade que essas pessoas têm de chegar aos locais em que são oferecidos. É necessário se deslocar à escola, ao centro de saúde, ao cinema, ao teatro, ao local de trabalho etc. O debate sobre a mobilidade urbana versa, dessa forma, sobre a garantia de condições necessárias à utilização dos serviços, como também sobre os obstáculos a essa utilização. (Adap. de: educador.brasilescola.com. Acesso em 01/06/2016.)


No Brasil, a frota de automóveis e motocicletas teve crescimento de até 400% nos últimos dez anos. [...] Mobilidade urbana sustentável envolve a implantação de sistemas sobre trilhos, como metrôs, trens e bondes modernos (VLTs), ônibus "limpos", com integração a ciclovias, esteiras rolantes, elevadores de grande capacidade. E soluções inovadoras, como os teleféricos de Medellin (Colômbia), ou sistemas de bicicletas públicas, como os implantados em Copenhague, Paris, Barcelona, Bogotá, Boston e várias outras cidades mundiais. Por fim, a mobilidade urbana também demanda calçadas confortáveis, niveladas, sem buracos e obstáculos, porque um terço das viagens realizadas nas cidades brasileiras é feita a pé ou em cadeiras de rodas. Somente a requalificação dos transportes públicos poderá reduzir o ronco dos motores e permitir que as ruas deixem de ser "vias" de passagem e voltem a ser locais de convivência. (Adap. de: mobilize.org.br/sobre-o-portal/. Acesso em 01/06/2016.)

PROPOSTA: Elabore um TEXTO DISSERTATIVO sobre os DESAFIOS DA MOBILIDADE URBANA.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros e/ou na internet, para entender impactos da ineficiência do transporte, coletivo e individual, no país. 
2º) Em seguida, construa uma dissertação que aborde as origens desses impactos, e finalize seu texto propondo saídas para esse problema.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 15 linhas. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 008: ENVELHECIMENTO DEMOGRÁFICO

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ENVELHECIMENTO DEMOGRÁFICO

Artigo 1º: É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Artigo 2º: O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade. Artigo 3º: É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. (Brasil. Estatuto do Idoso. 2003.)

Estamos todos inseridos numa população e a sua dinâmica impacta vários aspectos da vida, no espaço onde vivemos (território), em vários momentos no tempo. O envelhecimento da população coloca para os formuladores de políticas a necessidade de ampliar os serviços de atenção à saúde para idosos, a delinear uma política de cuidados para os idosos dependentes e a buscar fontes de financiamento para garantir os benefícios da seguridade social. Por outro lado, um país que se caracteriza por uma estrutura etária jovem requer a expansão de serviços como educação, habitação e maiores oportunidades de emprego. A população é classificada como demograficamente jovem ou velha, dependendo da proporção de pessoas nas faixas etárias extremas. (Ana Amélia Camarano. Envelhecimento populacional. Adap. de: ensp.fiocruz.br. Acesso em 01/06/2016.)


Nos últimos 20 anos, o idoso brasileiro teve a sua expectativa de sobrevida aumentada, reduziu o seu grau de deficiência física ou mental, passou a chefiar mais suas famílias e a viver menos na casa de parentes. Também passou a receber um rendimento médio mais elevado, o que levou a uma redução no seu grau de pobreza e indigência. Essas considerações levam à dificuldade de se pensar essa relação entre envelhecimento e dependência como produto de um único fator agindo continuamente. Esse é um fenômeno bastante complexo e sujeito à ação de vários fatores em interação. As aposentadorias desempenham um papel muito importante na renda dos idosos e essa importância cresce com a idade. Pode-se concluir que o grau de dependência dos indivíduos idosos é, em boa parte, determinado pela provisão de rendas por parte do Estado. Como uma parcela importante da renda familiar depende da renda do idoso, sugere-se que quando se reduzem ou se aumentam benefícios previdenciários, o Estado não está simplesmente atingindo indivíduos, mas uma fração razoável dos rendimentos de famílias inteiras. Enquanto apenas 8% da população brasileira era idosa em 1998, em 26% das famílias brasileiras podia-se encontrar pelo menos um idoso. (Adap. de: ipea.gov.br. Acesso em: 01/06/2016.)

PROPOSTA: Elabore um TEXTO DISSERTATIVO sobre o ENVELHECIMENTO DEMOGRÁFICO.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros e/ou na internet, para entender impactos (de preferência os negativos) do envelhecimento populacional dentro da economia do país. 
2º) Em seguida, construa uma dissertação que aborde as origens desses impactos, e finalize seu texto propondo saídas para esse problema.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 15 linhas. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 007: ACESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

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ACESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

Artigo 26°: 1. Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito. (Organização das Nações Unidas: Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948.)


Se para a Educação básica e fundamental há o que fazer para garantir o acesso a todas as crianças em idade escolar, a situação na Educação Superior é mais difícil. Isso porque ela ainda não é considerada um direito e a garantia de acesso a todos os jovens entre 18 e 24 anos precisa caminhar rapidamente para ser alcançada. Ao contrário, o que verificamos mais recentemente, tem sido um ataque ao pensamento crítico, que é a base da universidade. Esse aspecto se agrava com a inclusão da educação como parte do acordo internacional do comércio, no qual a Educação Superior passou a ser considerada um serviço. (Adap. de: cartacapital.com.br/educacao. Acesso em 28/04/2017.)

No Brasil, a oferta da educação alterou-se significativamente a partir dos anos 90. Houve a universalização do ensino fundamental, o crescimento do ensino médio e também do ensino superior, cujas matrículas triplicaram. Apesar desse intenso crescimento observado no ensino superior, o percentual de acesso dos jovens é ainda muito restrito – abrange 19% na faixa etária de 18 a 24 anos[1] (PNAD, 2009). Quando comparamos a situação brasileira com a de outros países mais desenvolvidos, vemos que o acesso ao ensino superior, em 1997, já atingia 45% dos jovens de 18 a 21 anos nos EUA e 69% na Coreia do Sul. (Adap. de: revistaensinosuperior.gr.unicamp.br. Acesso em: 28/04/2017.)

 

Ao longo dos últimos anos, o Ministério da Educação tem reforçado a adoção de medidas afirmativas e inclusivas relativas a questões etnorraciais. O empenho do governo federal em formular e ampliar essas políticas contribui para consolidar avanços no âmbito educacional. Uma importante vitória foi a sanção recente da Lei nº 12.711, de 29 de agosto deste ano, que institui o sistema de cotas para o ingresso de estudantes nas universidades e institutos federais de educação, ciência e tecnologia. A lei destina no mínimo 50% das vagas a estudantes que tenham cursado integralmente o ensino fundamental e médio em escolas públicas. Prevê também até 25% de cotas raciais, de acordo com o percentual populacional de afrodescendentes em cada região do país.
Segundo a secretária de educação continuada, alfabetização, diversidade e inclusão do MEC, Cláudia Dutra, as políticas afirmativas são essenciais para promover o acesso à educação superior. “Na última década, especialmente, as políticas educacionais têm tido foco na promoção de acesso aos níveis mais elevados de ensino”, diz a secretária. “Isso é importante porque os estudantes negros ainda representam um quantitativo pouco expressivo no ensino superior”. No conjunto de ações do MEC destaca-se também o Programa Universidade para Todos (ProUni), criado em 2004. A iniciativa contempla a promoção e a valorização da igualdade racial com a concessão de bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior. São beneficiados mais de 500 mil estudantes afrodescendentes. “O programa tem um forte componente de inclusão social”, destaca Cláudia Dutra. (Adap. de: portal.mec.gov.br. Acesso em: 28/04/2017.)

PROPOSTA: Elabore um TEXTO DISSERTATIVO sobre o ACESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros e/ou na internet, para entender os problemas que envolvem os direitos relacionados ao ensino superior no país. 
2º) Em seguida, construa uma dissertação que aborde as origens desses problemas, e finalize seu texto propondo saídas possíveis para ele.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 15 linhas. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 006: INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

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INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Artigo 18°: Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos. (Organização das Nações Unidas: Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948.)

Expressão Estado laico não consta da Constituição Federal de 1988, mas parte de seu conteúdo pode ser encontrado nela: entre as vedações à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, está a de: “Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-las, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles, ou seus representantes, relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.
Um exemplo de avanço da laicidade do Estado, este bem consolidado: apesar da longa e sistemática oposição do clero da Igreja Católica contra a possibilidade legal de dissolução da sociedade conjugal, o divórcio foi instituído, por lei do Congresso Nacional, em 1977. Hoje, devido ao crescimento do movimento evangélico no Brasil, construiu-se até uma bancada que segue a orientação político-religiosa das lideranças pentecostais.
Esse fenômeno, iniciado por Marco Feliciano, põe em risco a paz pública na medida em que compromete as boas relações de convivência entre os mais diversos segmentos religiosos do Brasil. Agressões e ataques deste ou daquele grupo podem desencadear uma onda de intolerância, algo incompatível com o espírito do povo brasileiro, na medida em que a Constituição garante a todos o direito à vida, de ir e vir, à manifestação do pensamento, à liberdade de credo e de crença. (Adap. de: pragmatismopolitico.com.br/2013/05. Acesso em: 07/07/2016.)

Será possível tolerância entre as religiões? Aquelas pessoas que não professam sua fé na mesma religião são hereges?  Esses, dentre outros questionamentos, são comuns de todo ser humano. John Locke, em sua carta acerca da tolerância religiosa, nos mostra que a tolerância é possível desde que cada pessoa faça a sua parte e respeite o outro. A tolerância é um sinal que diferencia uma verdadeira religião das demais e está em total acordo com o evangelho e com a razão, embora muitos pareçam estar cegos diante deste princípio que se apresenta de forma tão clara.
Segundo Locke, a igreja é uma sociedade livre de homens e mulheres que se reúnem por iniciativa própria para o culto público a Deus. Ela deve também ter suas leis para estabelecer o número e o lugar das reuniões para o futuro dos membros. Aquelas pessoas que professam sua fé em Deus, mas são intolerantes com as outras religiões, não manifestam, de certa forma, zelo pelos princípios de Deus. Nenhuma pessoa, por mais que possua o livre arbítrio, pode discriminar ou atacar o semelhante por professar outra religião ou forma de culto, uma vez que cada ser humano tem a possibilidade de escolher qual culto quer praticar. Por isso é de suma importância tolerar para ser tolerado. (Júlio César Divino. Adap. de: empensamentoextemporaneo.com.br. Acesso em: 07/07/2016.)

PROPOSTA: Elabore um TEXTO NARRATIVO, em estilo FÁBULA, sobre sua INTOLERÂNCIA RELIGIOSA.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros e/ou na internet, para entender os conceitos de intolerância religiosa em um Estado laico.  
2º) Em seguida, construa uma narrativa que aborde direta ou indiretamente esses conceitos através de uma fábula.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 15 linhas.