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22/04/2017

PROPOSTA DE REDAÇÃO 050

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PROPOSTA DE REDAÇÃO 029: APROPRIAÇÃO CULTURAL

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APROPRIAÇÃO CULTURAL

Apropriação cultural é o uso de elementos típicos de determinada cultura por pessoas pertencentes a um grupo cultural diferente. Esse é um conceito da antropologia e que é alvo de muitos debates, principalmente por ser considerado uma aculturação - fusão de elementos culturais externos - por parte de uma cultura dominante sobre uma minoritária. A partir dessa interpretação, a apropriação é vista como uma prática negativa, pois consiste no uso de elementos de determinada cultura sem que haja um entendimento sobre os significados simbólicos e históricos a respeito destes.
A apropriação cultural não é considerada um crime, porém existem pessoas que consideram um enorme desrespeito do ponto de vista ético, uma vez que os elementos apropriados só passaram a ser aceitos pela sociedade a partir do momento que foram assimilados pela cultura dominante. Para alguns críticos, torna-se um problema quando os significados desses elementos são desvirtuados de seus contextos históricos e culturais de origem, passando a assumir interpretações distorcidas e que não revelam a essência do grupo étnico a que originalmente pertencem.
Desse modo, a apropriação não deve ser confundida com o intercâmbio cultural, já que este permite a troca de experiências culturais que são igualmente partilhadas entre os grupos, sem a permanência de um dominante. A apropriação, por outro lado, é marcada pela submissão de uma cultura historicamente oprimida por uma dominante. Um exemplo de crítica à apropriação cultural é o uso de elementos religiosos de certas culturas como adereços de moda por outras, fazendo com que toda a carga simbólica e histórica daqueles elementos seja reduzida a meros objetos de decoração.
 (Adap. de: significados.com.br/apropriacao-cultural/. Acesso em: 30/08/2017.)


  Vocês, mulheres brancas legais que querem se abrigar em nossos turbantes, vão estar conosco enquanto choramos as mortes dos nossos meninos negros, certo? Vão usar turbante quando nossas mães e pais de santo forem expulsos de comunidades; quando reclamamos da dor ao recebermos menos anestesia do que as brancas durante os partos; quando denunciamos que sofremos mais violência, abuso e mais assédio; quando reivindicamos equiparação salarial com vocês? Vão reverberar nossas vozes quando reclamamos que somos preteridas pelos homens (brancos ou negros)? Vão entender e ter uma palavra de consolo quando sentirmos culpa por deixarmos os nossos filhos em casa para cuidarmos dos seus?
Quase todas as nossas discussões e toda a produção intelectual acontecidas ali, sob nossos turbantes, são desligitimizadas pela palavra de ordem #VaiTerBrancaDeTurbanteSim!, gritada para nós com a mesma arrogância e espera de obediência que os donos dos nossos ancestrais gritavam #NãoVaiTerCoisaDePretoAquiNão!. Coisas mil acontecem dentro desses nossos turbantes, das quais vocês não têm ideia: temos que formar redes de apoio, invisíveis para vocês e alheias à sua existência privilegiada, para socorrer, consolar, orientar e fortalecer vítimas de racismo cometido por pessoas que se ofendem quando apontamos suas faltas, e viram vítimas.
(Adap. de: theintercept.com/2017/02/15/na-polemica-sobre-turbantes. Acesso em: 30/08/2017.)



A questão da apropriação cultural tem sido debatida de modo recorrente em nossa sociedade atual, tão marcada pela intolerância em diversos níveis. O uso de signos religiosos de determinadas etnias pelo mercado de consumo, com a finalidade de oferecer mais mercadorias tem movido essas discussões. Diante das leituras presentes nesta proposta e dos conhecimentos construídos ao longo de sua trajetória escolar e pessoal, elabore um texto de tipologia dissertativa acerca do conceito de apropriação cultural, bem como os motivos de tantas polêmicas sobre o assunto; assim como, se há saídas eficazes para tal impasse.




PROPOSTA DE REDAÇÃO 028: BANALIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA

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BANALIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA

Pintores renomados um dia fizeram inúmeros retratos de si mesmos com a finalidade de aperfeiçoar suas técnicas, porém, atualmente, não é mais necessário ser artista, nobre ou burguês para ter um autorretrato. O agente se tornou artista e vice-versa, entretanto essa “revolução” trouxe consequências, que podem ser consideradas boas ou ruins. O selfie se tornou uma nova denominação para o termo, contudo carrega os mesmos conceitos em sua origem, somente com novas tecnologias: tirar fotos de si mesmo com uma câmera e postá-las em alguma rede social.
A sociedade, demonstra tendências exibicionistas e cultua a imagem desde seus primórdios, mas, atualmente, com o barateamento das câmeras digitais, uma nova parcela da população pode também começar a compartilhar desse exibicionismo, antes praticado somente por alguns. Logo, com a vida da internet e, consequentemente, das redes sociais, o ato de compartilhar momentos se tornou muito mais recorrente, dando início a uma transição: a sobreposição da imagem sobre o texto. Tal advém de uma sociedade muito mais sedenta por rapidez.
Houve, além disso, o surgimento de um novo fato social (conceito estabelecido pelo sociólogo Émile Durkheim, dado a partir da consciência coletiva), que ocorre a partir de uma adesão social em massa a esse novo modelo de relacionamento. Isso mostra que cada indivíduo, ao participar dessa nova rede, mesmo que inconscientemente, confirma sua apreciação pela exposição social, em vista que, desse modo, isso lhe trará certa popularidade, algum nível de reconhecimento.
Em uma entrevista para a revista “Galileu”, a psicóloga Pamela Rutledge afirma que “Todo mundo busca aprovação. É parte da nossa composição biológica. Isso se torna um problema se o indivíduo depender exclusivamente da aprovação dos outros”. Todavia, essa necessidade de se sentir bem consigo tem se tornado mais frequente, principalmente entre indivíduos com baixa autoestima. O narcisismo e o egocentrismo são resultado da soma de todos esses fatores: a necessidade de atenção e um constante incentivo daqueles que vivem da imagem (indústria da beleza) pela procura da mesma.
(Adap. de: medium.com/@weeklytrying/selfie. Acesso em: 30/08/2017.)


Praticamente todas as pessoas hoje saem fotografando tudo. Diferente da situação de um fotógrafo profissional, cujo trabalho pode ser exatamente o de demonstrar ao mundo situações extremas e conscientizar populações e autoridades, os milhares de fotógrafos amadores (no sentido técnico e ético) querem apenas se divertir e registrar os momentos vividos. Aí entra a ética humana. Vale, por exemplo, fotografar as roupas de anônimos no metrô e postar nas redes, com comentários depreciativos, mesmo que não apareça o rosto do cidadão? Vale, como li recentemente, fotografar a briga de um casal em um voo e narrar a conversa, atraindo milhares de seguidores no Twitter?
A fotografia, como tudo mais, popularizou-se e tornou-se acessível para todos. Isso, além de baixar a qualidade técnica viola valores éticos. Em mundo saturado por imagens, vale a pena, antes de sair por aí registrando tudo, educar o olhar e o espírito para entender que a lente da câmera, amadora ou do celular, não é uma extensão do nosso ego, mas uma mediadora de onde acaba nossa liberdade individual e começa a do outro. Quanto maior a nossa liberdade e o nosso acesso a certos privilégios, maior também a nossa responsabilidade.
 (Adap. de: weweh.com/patriciaroncattibomfim. Acesso em: 30/08/2017.)

Não podemos tirar conclusões acertadas sobre esse assunto, pois essa crescente banalização da fotografia é bastante subjetiva. Quanto mais foto são tiradas, mais valor tem o ato em si, mas a questão é que o número de fotos tiradas sem nexo cresce brutalmente todos os dias. Comparo a fotografia digital ao ciclismo, visto que qualquer pessoa compra uma bicicleta, mas nem todos conseguem ser ciclistas de alta competição. É exatamente o mesmo com a fotografia: podemos ter tudo do bom e do melhor, mas daí a fazer arte, o assunto muda de figura. Na minha opinião, não chamo o ato de tirar fotografia digital de banalizar, no entanto, sem dúvida, dou muito mais valor à fotografia analógica, pois uma boa foto parte da capacidade do fotógrafo. Critico mais a quantidade de cliques do que do ato em si.
(Adap. de: Miguel Pereira. In.: campus.sapo.pt/blog/. Acesso em: 30/08/2017.)



O barateamento e a consequente popularização das tecnologias digitais permitem que ações, antes menos comuns no cotidiano, tornem-se banalizadas no contexto atual. Especialistas no assunto consideram que o ato de tirar fotos em grande quantidade, o tempo todo, é um exemplo disso. Diante das leituras presentes nesta proposta e dos conhecimentos construídos ao longo de sua trajetória escolar e pessoal, elabore um texto de tipologia dissertativa acerca dos motivos que nos levam a banalizar ações cotidianas, como a fotografia, e que tipo de impacto isso pode ter em nosso convívio social, bem como se há saídas para esse dilema.




PROPOSTA DE REDAÇÃO 027: O USO DO TELEFONE AO VOLANTE

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O USO DO TELEFONE AO VOLANTE

De acordo com a psicóloga do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo), Dora Goes, o abuso do uso de celular pode se tornar um transtorno, conhecido como nomofobia, do inglês “no mobile phobia” (medo de ficar sem o celular). O excesso não está relacionado ao tempo em que a pessoa fica no aparelho, mas aos prejuízos que o uso acarreta na vida. Ainda explica que o transtorno é percebido quando o uso passa a ter prejuízos na vida pessoal.
O pesquisador do Instituto Delete, empresa dedicada a orientar e informar à sociedade sobre o emprego consciente das tecnologias, Eduardo Guedes, afirma que a principal causa para o abuso no uso do celular é a ansiedade: “Muitas pessoas usam o celular como muleta, porque se sentem sozinhas, e veem o celular como companhia. São ansiosas, têm pânico, e o celular faz o contato com o mundo”. Para o pesquisador, o principal problema é a substituição da vida social pelas relações virtuais, e isso se torna um círculo vicioso, que se agrava progressivamente.
(Adap. de: noticias.r7.com/saude/nomofobia. Acesso em: 12/08/2017.)


De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, dirigir o veículo usando fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou com telefone celular é considerado infração de trânsito média e está sujeita a 4 pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 85,13. Isso tudo desde 1997, quando os dispositivos nem eram tão populares assim.
Com mais de 50 milhões de veículos nas ruas do país e 68 milhões de smartphones nas mãos, segundo dados do Denatran e Ibope, é bem provável que, se o motorista der uma olhada pelas janelas, encontre os condutores ao lado fazendo uso dos dispositivos. No entanto, verificar o celular enquanto está dirigindo tem riscos fatais.
Só em São Paulo, conforme aponta estudo do Hospital Samaritano, 80% dos motoristas usam os smartphones ao volante e 8% não está disposto a mudar este comportamento. Na cidade, no último ano, as multas cresceram 22% em relação a 2014. Foram, no total, 430.906 infrações registradas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), número que não reflete a real dimensão do problema, seja por ineficácia da fiscalização seja por ardilosos que cessam o uso ao notar a presença de radares ou de funcionários do trânsito.
A situação, no entanto, é grave em todos os estados do país. No Rio Grande do Sul, 80 mil condutores foram multados no ano de 2014 por estarem usando o celular enquanto dirigiam. No Rio de Janeiro, foram quase 40 mil infrações. Em Salvador, o ato é o quinto maior tipo de infração cometida. São 42 condutores flagrados todos os dias na cidade, e, em Brasília, um motorista a cada 10 minutos é multado. No estado do Amazonas, a cada três acidentes de trânsito, um é causado pelo uso de celular ao volante.
De acordo com o Código Nacional de Trânsito, o condutor só pode ser autuado quando estiver usando fones, celular ao ouvido ou dispositivos visíveis. Desta forma, recursos como Bluetooth e comandos de voz não podem ser considerados infrações. O avanço da tecnologia já permite realizar e atender chamadas telefônicas, procurar endereços no navegador e ouvir mensagens de texto, tudo isso hands free, isto é, com as mãos e, principalmente, os olhos livres para focar no tráfego a ser encarado pelo motorista, já que o áudio é projetado nos alto-falantes do carro. As tarefas podem ser realizadas de modo prático e ainda auxiliam a manter a segurança de todos.
(Adap. de: guiaauto.bemmaisseguro.com/celular-ao-volante. Acesso em: 12/08/2017.)



O uso de telefones por condutores, no trânsito das grandes cidades, tem sido uma das causas mais frequentes para os acidentes provocados nas rodovias de todo o país. Associado ao consumo de álcool esses índices tendem a aumentar significativamente. Diante das leituras presentes nesta proposta e dos conhecimentos construídos ao longo de sua trajetória escolar e pessoal, elabore um texto de tipologia dissertativa refletindo acerca das causas e impactos do uso de telefones no trânsito, bem como propostas que possam amenizar esse problema característico de nossa sociedade atual.

PROPOSTA DE REDAÇÃO 026: ÉTICA NA PROGRAMAÇÃO INFANTIL

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ÉTICA NA PROGRAMAÇÃO INFANTIL

Cultura de massa é o produto da chamada Indústria Cultural, consistindo em todos os tipos de expressões culturais que são produzidos para atingir a maioria da população, com o objetivo essencialmente comercial, ou seja, de gerar produtos para o consumo. Seguindo a lógica do capitalismo industrial e financeiro, a cultura de massa busca padronizar e homogeneizar os produtos para que possam ser consumidos pela maioria das pessoas. Assim, tudo o que pertence à cultura de massa deve seguir um padrão pré-definido para o consumo imediato. Músicas, filmes, gêneros de dança, séries de televisão, revistas, desenhos animados, moda, gastronomia, etc.
(Adap. de: significados.com.br. Acesso em 27/08/2017.)


Os primeiros estudos sobre a relação entre crianças e televisão, nos Estados Unidos e em países Europeus, nasceram de uma demanda da sociedade, preocupada com os efeitos desse novo meio de comunicação, seja pelo seu conteúdo – violento, sexual, que induz ao consumo – seja pelos danos causados pela sua forma – problemas de visão ou coluna pelo prolongado tempo em uma posição. A urgência em agir e proteger as crianças para não serem vítimas dessas situações modelou as futuras agendas de pesquisa sobre o tema. Isto aconteceu não apenas com a televisão, mas com os estudos sobre mídia de uma maneira geral, como gibis, rádio, cinema e cada novo meio que surgia.
A pesquisadora Norma Pecora traçou um panorama da programação televisiva voltada para o público infantil nos últimos 50 anos. No início era uma programação destinada a preencher os horários ociosos e de pouca audiência do público adulto, geralmente na hora do almoço ou no final da tarde, mas, aos poucos, o sábado de manhã foi sendo incorporado e o número de horas semanais da programação aumentou. Surgiram os desenhos animados, aperfeiçoaram-se as técnicas, a criança passou a ser vista como consumidora. Surgiram as TVs a cores nos anos 1960; depois a TV a cabo, nos anos 1980; e os canais com programação 24 horas destinadas às crianças.
(Adap. de: maxwell.vrac.puc-rio.br/. Acesso em 27/08/2017.)

Em 2004, o tempo médio por dia de exposição à TV foi de 4h43; mas ao longo dos anos esse número aumentou e, em 2014, chegou a 5h35, isto é, mais tempo que uma criança passa por dia na escola, que é cerca de 3h15, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas de 2006. Os dados coletados em 2015 indicam que a tendência do tempo de exposição à TV é de subir ainda mais, até maio deste ano [2015] foram registrados 5h35, o mesmo tempo obtido no ano inteiro de 2014.
Para a psicoterapeuta infantil e conselheira do Projeto Criança e Consumo, Ana Olmos, os dados do Ibope revelam uma situação crítica na maneira como as crianças estão se “alimentando pedagogicamente”. A criança fica passiva em frente à televisão, como se esta dispusesse do desejo de sujeito que, por sua vez, fica como objeto em relação à televisão, pois se trata de uma mídia sem interatividade. “Há outros alimentos pedagógicos que as crianças precisam ingerir na sua fase de desenvolvimento, como atividades físicas e brincadeiras”, completa.
(Adap. de: ebc.com.br/infantil/para-pais/2015. Acesso em 27/08/2017.)



O advento da programação infantil, no país, teve seu auge na década de 1980, quando passou a desempenhar o papel de aliada pedagógica das famílias em virtude do pouco tempo destas para acompanhar o processo de aprendizagem das crianças. Diante das leituras presentes nesta proposta e dos conhecimentos construídos ao longo de sua trajetória escolar e pessoal, elabore um texto de tipologia dissertativa refletindo acerca dos impactos positivos e negativos da formação ética dos indivíduos, bem como propostas que possam amenizar os pontos contraproducentes desse hábito.

PROPOSTA DE REDAÇÃO 025

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PROPOSTA DE REDAÇÃO 024

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PROPOSTA DE REDAÇÃO 023: CONSUMO DE FAST FOODS E OBESIDADE

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CONSUMO DE FAST FOODS E OBESIDADE

A prevalência da obesidade aumentou em países emergentes de forma muito mais rápida que a renda ao longo das três últimas décadas. No Brasil, a obesidade cresce mais rapidamente entre as crianças. Cerca de 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre cinco e nove anos hoje, no país, são obesas, quatro vezes mais do que há vinte anos. Um em cada sete adultos mexicanos está acima do peso, proporção que fica atrás apenas dos EUA entre as principais economias do mundo. "Vimos um aumento dramático nos níveis de obesidade em países emergentes, e este parece estar crescendo mais rapidamente e em meio a níveis mais baixos de PIB do que na Europa ou nos EUA há vinte ou trinta anos", disse Tim Lobstein, da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).
Embora especialistas vejam clara relação entre o aumento da obesidade e o crescimento da riqueza, há outros fatores para o crescimento tão rápido. Uma equipe de pesquisadores das universidades de Harvard e Bristol estudaram dados de cerca de 530 mil mulheres adultas de 54 países de renda média e baixa. Eles afirmam que, apesar de a obesidade ter aumentado na maioria dos países, tanto entre os 25% mais ricos quanto entre os 25% mais pobres da população, o Índice de Massa Corporal (IMC) - medida do peso de uma pessoa que leva em conta a sua altura - aumentou mais nos setores mais ricos. "Apesar do aumento do IMC não estar mais confinado a países de alta renda, o aumento continua concentrado entre pessoas de renda mais alta em países de renda baixa e média", diz o estudo.
Tim Lobstein argumenta que o aparente paradoxo está ligado às políticas de produção e distribuição de alimentos. "Hoje em dia essas políticas são governadas por forças de mercado, mas essas forças não necessariamente promovem a saúde. Elas promoverão ingredientes mais baratos e comida processada para distribuição onde houver mercado", diz ele. "Esperamos que a ONU aumente a visibilidade de doenças não-transmissíveis, ao mostrar que não se trata apenas de um assunto de saúde, mas envolve também a cadeia de produção alimentar", afirmou uma representante do Ministério da Saúde do Brasil, Deborah Malta, à BBC Brasil. "Precisamos de políticas públicas e regulamentações não apenas para a indústria alimentar, mas também para tabaco, álcool e um número cada vez maior de setores".
(Adap. de: bbc.com/portuguese/noticias. Acesso em: 20/08/2017.)


O aumento da obesidade causa muita discussão, principalmente pelo fato desse aumento ter ocorrido, em sua maioria, devido a mudanças ambientais, como fatores físicos e sociais, do que a mudanças biológicas. Um dos potenciais responsáveis por isso é o fato das pessoas estarem comendo mais fora de casa e, particularmente, em redes fast food, as quais oferecem alimentos mais calóricos, como hamburguer e batata frita.
Esses alimentos costumam ter uma alta densidade calórica proveniente de carboidratos refinados e gordura saturada, além da alta quantidade de sódio e a baixa quantidade de fibras, vitaminas e minerais, contribuindo para a disseminação da obesidade. Estudos apontam que trabalhar fora de casa e ter crianças aumenta a frequência em restaurantes fast food, principalmente se este estiver localizado perto da residência.
Os pesquisadores ressaltam que apesar do fato de que maior frequência em fast food esteja contribuindo para o aumento da obesidade, esse não se trata do fator principal. O sedentarismo e o menor consumo de alimentos ricos em nutrientes, como frutas, verduras, legumes e cerais são os principais promotores dessa doença.
(Adap. de: exame.abril.com.br/ciencia. Acesso em: 20/08/2017.)



O consumo excessivo de alimentos instantâneos e de redes do tipo fast foods têm sido uma das causas mais frequentes para o aumento dos índices de obesidade no país. Diante das leituras presentes nesta proposta e dos conhecimentos construídos ao longo de sua trajetória escolar e pessoal, elabore um texto de tipologia dissertativa refletindo acerca das causas e impactos do consumo desse tipo de alimento e do crescimento dos indicadores dessa doença, bem como propostas que possam amenizar esse problema característico de nossa sociedade atual.


PROPOSTA DE REDAÇÃO 022: LINCHAMENTOS NO BRASIL

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LINCHAMENTOS NO BRASIL

Um linchamento é um assassinato (ou tentativa) cometido por um grupo de pessoas, cujas motivações conjugam a ideia de execução sumária, justiça social e vingança. Os contextos variam, mas o caráter coletivo da ação, a ideia de justiça com as próprias mãos e os preconceitos que geralmente orientam esse tipo de ação são elementos comuns na maioria dos episódios. O termo vem, provavelmente, do termo lynch law, usado nos EUA para designar qualquer autoridade extrajudicial. Charles Lynch, fazendeiro da Virgínia, durante a guerra da independência dos Estados Unidos, criou um tribunal extrajudicial para julgar e punir os Lealistas, como eram chamados os que se mantinham leais ao governo britânico.
Os linchamentos aumentaram no final da ditadura militar, tiveram uma queda entre os anos 1990 para os 2000 e voltaram a subir nos últimos anos. Os motivos que levam ao crime também mudaram. Na década de 1980, no papis, a maior parte das vítimas de linchamento era acusada de ter cometido crimes contra o patrimônio, como roubo e furto. Depois, nos anos 1990 e 2000, os justiçamentos populares começaram a ter como alvo agentes de crimes mais graves, como sequestro e estupro. Nos últimos 60 anos, apenas 44% das vítimas de linchamento foram salvas enquanto eram espancadas, quase sempre socorridas pela polícia.
De acordo Ariadne Natal, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, as vítimas de linchamento têm o mesmo perfil daqueles que sofrem com os altos índices de homicídios no país: a maioria são homens, de 15 a 30 anos, de áreas periféricas, desempregados ou com profissões de baixo status. O sociólogo Eduardo Paes Machado, pesquisador da Universidade Federal da Bahia, acredita que os linchamentos se apresentam como uma forma de participação social negativa. “As pessoas agem com violência porque acham que estão promovendo a segurança de grupos sociais, diz. Para Machado, esse tipo de crime é um atestado de falência das instituições que deveriam mediar e regular esses tipos de conflito social.


O Código Penal brasileiro não tipifica linchamento como um crime específico. Agressões em grupo são classificadas de acordo com a natureza da agressão - lesão corporal, tentativa de homicídio ou homicídio. Ainda existe um atenuante da pena se o crime for cometido em grupo. Como os linchamentos, muitas vezes, são percebidos pela sociedade como uma reação legítima da população, raramente aqueles que os cometem são identificados ou punidos. Ariadne Natal analisou 589 ocorrências de justiçamento em 30 anos e apenas um suspeito chegou a ir a julgamento. “É um crime que muitas pessoas aceitam. É necessário um processo de mudança de mentalidade que é longo e complicado”, afirma.
Além disso, os linchamentos só geram comoção quando a vítima é identificada como inocente. É como se o crime fosse tolerado ou justificado no caso de a vítima ser mesmo responsável pelo crime pelo qual sofreu a agressão. A culpa pelos ferimentos ou da morte das vítimas do justiçamento acaba diluída na multidão, dissipando o senso de autoria e responsabilidade. De acordo com especialistas, noticiar a violência urbana de maneira sensacionalista pode gerar um ambiente cultural que legitime linchamentos. Quando o criminoso é visto como o problema final da violência urbana, cria-se a ideia de que basta eliminá-lo para que a violência acabe.
(Adap. de: nexojornal.com.br/explicado/. Acesso em: 17/09/2017.)

A cena de mais um linchamento pinçou de novo estômagos e consciências em boa parte do Brasil. Nesta segunda-feira [julho de 2015], Cleidenilson da Silva, de 29 anos, morreu de joelhos. Ele foi espancado até a morte por um grupo de moradores após um assalto frustrado a um bar no Jardim São Cristóvão, um bairro pobre de São Luís, no Maranhão. Um adolescente que ia com ele foi resgatado e preso pela polícia. Amarrado pelo pescoço e pelo abdômen com uma corda a um poste, o corpo desnudo de Cleidenilson foi exposto e fotografado frente a uma multidão curiosa, vizinhos dos que o mataram. Mãos e dedos impressos em sangue tingiram a cena, mas o episódio é mais um no Estado, mais um no Brasil. “Brasil tem um linchamento por dia, não é nada excepcional nesta rotina de violência, este caso não tem nada de diferente do resto, ao não ser essa imagem que choca”, explica o sociólogo José de Souza Martins, alguém que não se surpreende mais diante a brutalidade.
(Adap. de: brasil.elpais.com/brasil/2015/07/09/. Acesso em 17/09/2017.)



Os linchamentos, também chamados de justiçamentos populares, têm sido uma prática recorrente no país. Em muitos casos, a mídia não divulga esses crimes como tal, dificultando o conhecimento mais profundo dessa realidade, portanto torna mais difícil sua identificação e possíveis soluções. Diante das leituras presentes nesta proposta e dos conhecimentos construídos ao longo de sua trajetória escolar e pessoal, elabore um texto de tipologia dissertativa acerca dos possíveis motivos para a consumação desse crime no Brasil; além de elaborar saídas para esse problema.

PROPOSTA DE REDAÇÃO 021: CONSUMO DE CARNE E IMPACTOS AMBIENTAIS

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CONSUMO DE CARNE E IMPACTOS AMBIENTAIS

Do que adianta não questionar os padrões de comportamento ao qual todos nós – e não me excluo desse coletivo – estamos inseridos e depois colocar uma foto nas redes sociais do tipo ''SOS Amazônia''? Você busca se informar sobre o impacto de seu consumo e questionar os fornecedores de seus produtos preferidos? Muitos defendem a mudança no comportamento da sociedade para combater a destruição do meio ambiente, mas, no sigilo do carrinho de supermercado, continuam comprando um produto mesmo sabendo que ele está envolvido em danos ambientais. Autointitulamo-nos ecoconscientes, porque é bonito e pega bem, porém sustentamos uma pegada ecológica do tamanho de um mundo.
No âmbito da disputa de discursos, já está bem posicionado na sociedade brasileira a necessidade de garantir o futuro do planeta, mesmo não sendo a sua prioridade. Não queremos mudanças no modelo de desenvolvimento que impactariam nosso ''American Way of Life'' importado, apenas reciclamos latinhas de alumínio e damos três descargas a menos no vaso sanitário. Pior: acreditamos em promessas em um discurso bonitinho, mas ordinário. Isso não se resume a um boicote, que é instrumento muito importante, mas não resolve sozinho problemas estruturais. Quando você compra algo, está depositando seu voto na forma como aquele produto foi feito, não apenas em sua estética, mas em sua ética.
 (Adap. de: blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br. Acesso em: 30/08/2017.)


A pesquisadora Cynthia Schuck afirma que, por ano, no mundo, mais de 70 bilhões de animais terrestres são abatidos, sem falar nos animais aquáticos. Essa quantidade de alimento é consumida por apenas parte dos sete bilhões de seres humanos. É importante lembrar que a criação desses animais não só precisa de terra, mas também de água, alimento e energia, e que libera dejetos sólidos, líquidos e gasosos que poluem a água, o ar e o solo.
Cynthia alerta para outro fator: a ineficiência do setor. “O uso extensivo de terras e de recursos naturais pela pecuária resulta também da ineficiência energética na produção de alimentos. Em média, para alimentar os animais criados para consumo, são usadas cerca de dez vezes mais calorias do que as contidas em sua carne. Em outras palavras, há desperdício de 90% das calorias dos cultivos vegetais usados como ração”.
A autora lembra que é possível substituir a carne, laticínios e ovos por vegetais de valor nutricional equivalente. O que você ganha com isso? Além de uma dieta mais saudável, ajuda a evitar mazelas que destroem o meio ambiente: desperdício de água, desmatamento e desertificação, destruição de habitats, extinção de espécies, emissões de gases de efeito estufa, poluição da água e do solo. Assim, também é possível evitar o sofrimento de inúmeros animais.
Por fim, destaca detalhes, como o fato de que o setor pecuário não paga pela água que usa, nem pela degradação ambiental, e ainda recebe subsídios que não estão disponíveis para outras áreas. “A produção de animais precisa deixar de ser um bom negócio”, diz ela. Assim, os subsídios poderiam ser transferidos para a produção de alimentos mais saudáveis e sustentáveis. É urgente estimular as mudanças em grande escala com incentivos à indústria para sua transformação.
(Adap. de: conexaoplaneta.com.br/blog. Acesso em: 30/08/2017.)

Brian Kateman, junto com seu amigo e colega de preocupações ambientais Tyler Altermann, cunhou o termo redutivariano no verão de 2014. Menos de três anos depois, tiveram um livro, The Reducetarian Solution, publicado. Os redutivarianos estão desenvolvendo uma abordagem mais moderada, convidando pessoas de todos os hábitos dietários a progressivamente diminuírem o consumo de produtos animais relativos à sua dieta. Kateman, que considera vegetarianos e veganos também redutivarianos, diz que está “ativamente em uma missão para conseguir que vegetarianos e veganos, flexitarianos, assim como ambientalistas e defensores da saúde, percebam que estão todos no mesmo time”.
 (Adap. de: proclima.cetesb.sp.gov.br. Acesso em: 30/08/2017.)



Entre os impactos ambientais citados por especialistas para a situação caótica atual, está o consumo de carnes e seus derivados. Dados recentes comprovam que boa parte do desmatamento da Amazônia, por exemplo, é resultante da expansão de terras para a pecuária. Diante das leituras presentes nesta proposta e dos conhecimentos construídos ao longo de sua trajetória escolar e pessoal, elabore um texto de tipologia dissertativa abordando os motivos que nos levam a não refletir sobre os impactos ambientais de nossos hábitos alimentares, bem como se o redutivarianismo pode ser considerado uma alternativa para o problema.


PROPOSTA DE REDAÇÃO 020: ADOÇÃO DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

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Os antigos orfanatos, modernamente denominados de Casas de Apoio, estão repletos de crianças que possuem algum tipo de necessidade especial, com características particulares, sejam elas de qualquer natureza (mental, motora, etc.). Esse é um dos grandes problemas enfrentados hoje por toda a sociedade, pelo fato de que elas, inevitavelmente, são repelidas pela maioria das pessoas que procuram a adoção como meio de ter um filho. Dado o exposto, analise quais são os principais motivos que levariam uma família a rejeitar a adoção de uma criança com necessidades especiais, bem como a falta de políticas públicas para incentivo e apoio à adoção dos menores nessas condições, frequentemente abandonados pelas famílias biológicas.

PROPOSTA DE REDAÇÃO 019: REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

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Presenciamos quase que diariamente, na mídia, as condições caóticas nas quais encontra-se nosso sistema prisional, com superlotação, condições precárias de organização e reincidência de mais de dois terços da população carcerária. Nesse sentido, boa parte de nossa sociedade enxerga na redução da maioridade penal o fim do problema da violência no Brasil, todavia não considera o fato de que dados do Ministério da Justiça revelam que menos de 9% dos crimes, em nossa sociedade, são praticados por menores de dezoito anos, além de que menos de 1% acabam em homicídio. Diante dessas variáveis, analise as implicações, a médio e longo prazo, que a redução da maioridade penal traria para o país. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 018: CULPABILIZAÇÃO DAS VÍTIMAS DE ESTUPRO

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O machismo mascara-se das mais diferentes formas em nossa sociedade, desde as “piadas”, apenas para “descontrair”, até o ponto de caracterizarmos o feminicídio como crime passional, resultante de um amor mal compreendido ou idealizado que teve final trágico. Em suma, ou não levamos a discriminação a sério, e a tratamos como brincadeira, ou a romantizamos, cultivando a alienação diante da real situação da mulher ao longo da história. Por que o estupro, um dos crimes mais hediondos e violentos, física e psicologicamente, procura na vítima (mesmo criança) motivos para sua concretização? Por que nos preocupamos, por exemplo, mais com o passado da pessoa atacada do que com o do agressor? Seria isso uma persistência das ideias sexistas?

PROPOSTA DE REDAÇÃO 017: DIREITO À MORADIA E ASSENTAMENTOS URBANOS

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Diante do processo de urbanização intensiva, mercados de terras especulativos, sistemas políticos clientelistas e regimes jurídicos elitistas, nossa sociedade não oferece condições suficientes, adequadas e acessíveis de acesso à moradia para os grupos sociais mais pobres. Consequente, provoca as ocupações irregulares e inadequadas do ambiente urbano, as quais, muitas vezes, são vistas por uma parcela da população como resultado da má-fé de seus ocupantes que, supostamente, procurariam vantagens e moradia gratuita. A partir da análise das condições de direitos fundamentais, como o acesso à moradia, reflita sobre as causas do crescimento dos assentamentos urbanos em nossa sociedade e quais seus impactos, imediatos e/ou futuros. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 016: CONSUMISMO E MODA PLUS SIZE

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Durante o século XIX, pensadores como Karl Marx defendiam a tese de que no modo de produção capitalista tudo vira mercadoria, o chamado fetichismo, o qual, grosso modo, trata-se de um conjunto de recursos (publicitários, midiáticos, etc.) para nos convencer de que precisamos daquela mercadoria. Diante de tal afirmativa, em uma época de extremo culto ao corpo saudável e padrões estéticos rigorosos, podemos questionar o crescimento exorbitante do mercado de moda plus size em nossa sociedade. Estaríamos realmente no caminho para a desconstrução de estereótipos supostamente perfeitos, ou nosso sistema capitalista tem usado esse nicho do mercado ainda não explorado para continuar sua lógica de consumo e lucro? 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 015: ESPORTE E COESÃO SOCIAL

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ESPORTE E COESÃO SOCIAL

A vivência esportiva é uma poderosa oportunidade para a Educação. Habilidades necessárias aos esportistas, como raciocinar, exercitar a memória e compreender situações, linguagens e estratégias ajudam na aprendizagem em sala de aula, mas os benefícios também são sociais e emocionais. "O esporte bem conduzido pode ser um instrumento de formação da personalidade e do caráter das crianças. E o melhor: de maneira prazerosa", diz o professor Roberto Rodrigues Paes, professor da Faculdade de Educação Física da UNICAMP. No futebol, por exemplo, aprendemos a importância do trabalho em equipe, do controle emocional, da disciplina, da perseverança - habilidades importantes não só para o sucesso escolar, mas para a vida e valorizadas pelo mercado de trabalho. (Adap. de: educarparacrescer.abril.com.br. Acesso em 20/07/2016.)

1. Aprender a trabalhar em equipe: É consenso entre os especialistas em Educação Física que trabalho em equipe é um dos princípios básicos do esporte. "A gente dá ênfase ao "fazer contra", mas o "fazer com" é mais importante. Cooperação e respeito são fundamentais", diz Paes.

2. Lidar melhor com as derrotas: A vida não é feita apenas de vitórias - na verdade, na maioria das vezes, as derrotas são mais numerosas no caminho. Assim é também no esporte: em um campeonato com 10 times, ape-nas um sairá campeão. As outras nove equipes terão que amargar a derrota e aprender a partir dela. "A derrota mostra que nada cai do céu, que precisamos percorrer um longo caminho de preparo", diz Freire.

3. Aprender a não se vangloriar: Assim como é preciso aprender com a derrota, é importante aprender a ga-nhar para que a equipe não fique excessivamente confiante e até arrogante. "Preciso entender que não sou melhor do que o outro apenas porque venci, apenas mostrei melhor preparação, joguei melhor, fiz mais gols", diz Freire.

4. Ter mais disciplina e responsabilidade: Se as regras que comandam o bom funcionamento e convívio de algum grupo não são seguidas por todos, o caos se instala. A vida em sociedade é cheia de exemplos que comprovam essa verdade: imagine se as regras de trânsito não fossem seguidas por todos os motoristas? O esporte ensina a importância da disciplina para as crianças. Há punições quando o jogador comete qualquer infração, como agre-dir o adversário, desacatar ao juiz ou simplesmente desrespeitar regras simples, de como deve ser cobrado um escanteio, por exemplo.

5. Desenvolver o controle emocional: Um jogo é imprevisível. Quando se entra em campo, em quadra ou na piscina, o atleta não sabe se vai perder ou se vai ganhar. Essa tensão, que torna tão gostosa a sensação de vitória, também pode atrapalhar se for exagerada. Aqueles que conseguem controlar suas emoções se saem melhor. O autocontrole também está ligado à capacidade de resistir aos impulsos e desejos tendo em vista objetivos a longo prazo, como não faltar à aula para ir ao cinema com os amigos.

6. Ter mais criatividade: A criatividade é a capacidade de inventar algo novo, que surpreeenda e faça a diferen-ça. No futebol, a estratégia geral é trocar passes até que apareça a oportunidade para um chute a gol ou para fintar e levar a bola, de drible em drible, até o gol. "A maior parte das coisas é previsível, a criação é que dá graça no jogo", define Freire.

7. Ser mais sociável: A experiência de conviver com colegas mais gordos, mais altos, mais (ou menos) habilidosos ensina à criança a lidar com as diferenças e os conflitos. "A aprendizagem do esporte não é só física. É social e intrapessoal também", diz Paes.


Uma pesquisa realizada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) e divulgada ontem (25) aponta que, além de melhorar a saúde, a prática de atividades esportivas é importante para garantir avanços sociais e econômicos ao país. O estudo, feito com 3.459 trabalhadores que participaram da etapa municipal dos Jogos do SESI em 2010, mostra que para cada R$ 1 investido na organização da competição, o país ganha R$ 11,50 em benefícios sociais e econômicos.
 Esse retorno significativo é resultado de um modelo estatístico, cujo ponto de partida foi a definição da Escala de Valores do Esporte. Construída com base em literatura científica, a escala faz um diagnóstico do comportamento durante a prática da atividade esportiva, o desempenho no trabalho, as relações com colegas e chefes, além do estilo de vida dos entrevistados.
A avaliação das respostas a um questionário com 39 perguntas, aplicado antes e três meses depois da competição, aponta uma série de mudanças positivas no perfil e no desempenho dos trabalhadores que participaram dos Jogos Municipais 2010. Com essas mudanças, os trabalhadores ganharam, em média, quatro pontos na Escala de Valores do Esporte, depois de participarem da competição. Com base no modelo estatístico adotado pelo SESI, concluiu-se que cada ponto ganho na Escala de Valores equivale a uma redução de R$ 32,34 no custo do presenteísmo ao ano, por trabalhador. (Adap. de: administradores.com.br/noticias. Acesso em 26/05/2011.)

Sancionada em dezembro de 2006, a Lei de Incentivo ao Esporte é um importante instrumento para o setor. Ela estimula pessoas e empresas a patrocinar e fazer doações para projetos esportivos e paradesportivos, em troca de incentivos fiscais. Para pessoa física, o desconto pode chegar a 6% no valor do Imposto de Renda devido. Caberá ao contribuinte decidir se quer usá-lo em sua totalidade no incentivo ao esporte. Já para pessoa jurídica tributada com base no lucro real - multinacionais, conglomerados dos setores bancário, industrial, de transporte aéreo e empresas de telecomunicações - o desconto é de até 1% sobre o imposto devido. (Adap. de: brasil.gov.br/esporte. Acesso em 20/07/2016.)

PROPOSTA: Elabore um TEXTO DISSERTATIVO sobre OS BENEFÍCIOS DO ESPORTE PARA A COESÃO SOCIAL.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros, jornais, revistas e/ou na internet, para entender quais os benefícios do esporte para a sociedade e que problemas podem surgir sem sua prática. 
2º) Em seguida, construa uma dissertação que aborde os motivos que levam a sociedade brasileira a não ter incentivo ao desporto, e finalize seu texto propondo saídas para esse problema.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 20 linhas. 

PROPOSTA DE REDAÇÃO 014: ESCOLA SEM PARTIDO X ESCOLA SEM MORDAÇA

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ESCOLA SEM PARTIDO X ESCOLA SEM MORDAÇA

Artigo 1º: A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. § 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. § 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. Artigo 2º: A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Artigo 3º: O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância; V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; (Adap. de: Brasil. Lei das Diretrizes e Bases (LDB). Ministério da Educação, 1996.)

“O movimento surgiu em 2004, quando a gente se deu conta de que as escolas estavam sendo usadas para doutrinação. Criou-se uma mentalidade progressista, favorável ao PT, que auxiliou a manutenção deles no poder. Um dos pontos é que em sala de aula, o professor não pode ter liberdade de expressão. Ali, ele é obrigado a transmitir o conteúdo, só. Ao tratar da evolução, por exemplo, ele não pode desqualificar a religião.
Não se pode obrigar os filhos a aprenderem o que os pais não querem. O governo vem tentando naturalizar o comportamento homossexual, e isso pode atingir o que um pai ensina ao seu filho. Promover os próprios valores morais é violar os direitos dos pais, e isso é ilegal. O pai pode processar o professor por abuso de autoridade de ensinar, e dizer que isso é preconceito é autoritário.
Não é prudente que se debatam assuntos que estão no noticiário dentro de sala de aula, por exemplo. O debate pode trazer problemas para a escola. O que nós queremos são cartazes em sala de aula lembrando os deveres dos professores, mas não queremos ideologia de direita, e sim que o aluno não seja intimidado e nem tenha medo de discordar”. (Adap. de: Miguel Nagib, Membro do Projeto Escola Sem Partido. Disponível em: odia.ig.com.br. Acesso em: 20/07/2016.)


“O impacto imediato de um projeto como esse é a desconstrução das bases da educação escolar. Esse projeto de lei fala em pluralidade de ideias, mas determina a proibição de ‘atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas e morais dos pais’. Como o professor pode evitar discutir todos os assuntos que possam estar em conflito com a diversidade de crenças dentro de uma sala de aula? Seria o fim de qualquer diálogo na escola. A organização ‘Escola Sem Partido’ defende que o ‘professor não é educador’.
É falácia que haja doutrinação de esquerda, pois as escolas são plurais como a sociedade. Ao discutir este projeto em escolas, já conversei com professores que adotavam diferentes posicionamentos políticos. É no diálogo entre professores e alunos em sala de aula que o conhecimento escolar é construído. Qualquer ameaça a essa pluralidade e à possibilidade de uma argumentação aberta e franca é um ataque à educação como um todo. Nesse sentido, a moral dos pais deve ser respeitada sempre que ela não entre em choque com os valores característicos da vida em regime democrático. A pluralidade é a base do processo educativo”. (Adap. de: Fernando Penna, Professor UFF. Disponível em: odia.ig.com.br. Acesso em: 20/07/2016.)

“Escola sem partido é uma asneira sem tamanho, é uma bobagem conservadora. É coisa de gente que não é formada na área e resolve ter uma ideia absurda do que eles imaginam que seja uma ideologia em sala de aula, mas é outra ideologia porque é uma ideologia conservadora. Conforme eu desafiei algumas pessoas: Então, me diga um fato histórico que não tenha opção política. Cortaram a cabeça de Luís XVI em 21 de janeiro de 1793, cortaram a cabeça de Maria Antonieta em 16 de outubro de 1793. O que nós vamos dizer? 'Que pena, coitado dos reis!' Ou vamos analisar como um processo típico da revolução?


Não existe escola sem ideologia. Seria muito bom que o professor não impusesse apenas uma ideologia e que abrisse caminho sempre para o debate. Mas é uma crença fantasiosa de uma direita delirante e absurdamente estúpida de que a escola forme a cabeça das pessoas e que os jovens saiam líderes sindicais. Os jovens têm sua própria opinião, ouvem o professor, sabem que ele é de tal partido, mas não são massa de manobra. Os pais e os professores sabem que os jovens têm sua própria opinião.
Toda opinião é política, com ou sem partido. Eu gostaria de uma escola que suscitasse o debate, que colocasse para o aluno o século XIX em um texto o Stuart Mill falando em indivíduo, liberdade e mercado ao lado de um texto de Marx e que o aluno debatesse os dois textos. Mas se o professor faz parte de um partido (de esquerda ou de centro) também faz parte do processo e isso não é ruim. A demonização da política é a pior herança da Ditadura Militar, que além de matar seres humanos, ainda provocou na educação um dano que ainda vai se arrastar mais por mais algumas décadas.” (Adap. de: Leandro Karnal. Professor UNICMAP. Programa Roda Vida, 2016.)

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas
(Ruben Alves)

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

PROPOSTA: Elabore um TEXTO DISSERTATIVO sobre AS DIVERGÊNCIAS ENTRE OS PROJETOS ESCOLA SEM PARTIDO E ESCOLA SEM MORDAÇA.
1º) Utilize os textos de apoio desta proposta e faça uma pesquisa, em livros, jornais, revistas e/ou na internet, para entender a diferença entre o projeto de lei (PL) Escola sem Partido e as tentativas de contenção desse projeto denominado Escola sem Mordaça. 
2º) Em seguida, construa uma dissertação que aborde as divergências entre a PL e as leis vigentes, como Constituição Federal (CF) e Lei das Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e finalize seu texto propondo saídas para esse problema.
Obs.: O texto deve ter no mínimo dois parágrafos. O limite mínimo é de 20 linhas.